O número de exames para detecção do glaucoma pelo SUS
ultrapassou a faixa dos 12 milhões. Os dados registrados pelo Conselho
Brasileiro de Oftalmologia, entre 2019 e 2025, apontam o crescimento de 65% do
número desses exames.
No entanto, esse aumento não é igual para todas as regiões
do Brasil. Segundo a entidade, enquanto o Sudeste lidera com 115%, o Nordeste
está na outra ponta com 36%. Em números absolutos, São Paulo aparece com mais
de 3,3 milhões de exames realizados, enquanto o Amapá registrou apenas 401
procedimentos pelo sistema público de saúde no mesmo período.
A partir de informações oficiais do SUS, o Conselho
Brasileiro de Oftalmologia observou os dados referentes aos exames específicos:
campimetria, curva diária de pressão ocular, gonioscopia e teste de provocação
do glaucoma.
Considerado a maior causa de cegueira irreversível no
mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa que danifica o nervo óptico devido à
alta pressão ocular. Segundo a oftalmologista Núbia Vanessa, a detecção precoce
depende de exames específicos:
"É uma doença irreversível, sem sintomas e o paciente
só é diagnosticado numa consulta com um médico oftalmologista para poder
avaliar o nervo ótico e a pressão ocular. O médico vai fazer o acompanhamento
através de exames, consultas periódicas que podem ser feitas a cada seis, a
cada três, a cada ano, de acordo com o estágio do glaucoma".
A professora Helena Rita perdeu a visão aos 15 anos. Ela
conta que isso ocorreu graças a um glaucoma adquirido após o tratamento da
catarata:
"E os médicos levantam a hipótese de que esse glaucoma
pode ter sido resultado de um, um processo inflamatório da cirurgia que eu fiz
para retirar catarata, que antigamente não era com laser, era um processo que
eles chamavam de raspagem. E ele diz que esse processo pode ter desencadeado o
glaucoma. Então, o meu glaucoma apareceu ainda na infância, quando eu tinha por
volta de 6, 7 anos".
O diagnóstico precoce é a chave para evitar a cegueira. É
importante destacar que o SUS oferece acesso a diversos medicamentos utilizados
no tratamento da doença, incluindo o fornecimento gratuito de colírios, bem
como procedimentos cirúrgicos quando necessários.
Agencia Brasil
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| Foto: Shutterstock |
