Câmara aprova proibição de sigilo em gastos públicos com viagens de autoridades

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3240/25, que proíbe a classificação como sigilosas de despesas públicas relacionadas a diárias, passagens, hospedagem, alimentação, locomoção e gastos realizados com cartão corporativo. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

O texto é de autoria dos deputados Gustavo Gayer e Marcel Van Hattem, com substitutivo apresentado pelo deputado Sóstenes Cavalcante. A matéria reúne quatro projetos e altera a Lei de Acesso à Informação para ampliar a transparência sobre gastos públicos.

Pela proposta, informações sobre despesas de custeio não poderão mais ser colocadas sob sigilo com a justificativa de segurança institucional. Em casos de deslocamentos oficiais, apenas detalhes operacionais, como rotas e meios utilizados, poderão permanecer restritos, mas os valores gastos deverão ser divulgados.

Durante a votação, parlamentares defenderam maior transparência na administração pública. Sóstenes Cavalcante afirmou que o projeto fortalece a fiscalização da sociedade e garante mais responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

A deputada Erika Kokay criticou sigilos adotados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o deputado José Medeiros também apontou negativas de acesso a informações no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto ainda prevê que o Congresso Nacional possa revisar decisões do Executivo sobre classificação de informações sigilosas. Além disso, passa a considerar improbidade administrativa o uso indevido de sigilo para ocultar atos ilegais ou obter vantagem pessoal.

Outro ponto da proposta determina a desclassificação automática de documentos ultrassecretos ou secretos caso a Comissão Mista de Reavaliação de Informações não analise o caso em até 120 dias.

Informações Agência Câmara de Notícias

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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