Ceará chega a 53,66% da capacidade hídrica e tem 36 açudes sangrando

As chuvas registradas nos últimos meses elevaram o volume dos reservatórios do Ceará para 53,66% da capacidade total de armazenamento hídrico. O índice representa cerca de 9,55 bilhões de metros cúbicos acumulados no estado, segundo dados do Portal Hidrológico da Funceme.

A pouco mais de uma semana do fim da quadra chuvosa, o Ceará contabiliza 36 açudes sangrando. O número reforça o impacto positivo das precipitações registradas entre fevereiro e maio, período mais importante para a recarga hídrica no estado.

Entre os reservatórios que estão com volume acima da cota de sangria aparecem açudes como Acaraú Mirim, em Massapê; Arrebita, em Forquilha; Sobral, em Sobral; Forquilha, em Forquilha; Caldeirões, em Saboeiro; Muquém, em Cariús; e Trapiá, em Crateús, entre outros.

Apesar do cenário mais favorável, a situação ainda exige atenção. O estado encerra o período chuvoso com reservatórios apresentando volumes muito diferentes entre si. Enquanto alguns açudes sangram, outros seguem com baixa capacidade de armazenamento.

Entre os reservatórios com menos de 30% da capacidade máxima estão Açude Parambu, em Parambu, Açude Cedro, em Quixadá, Açude Cipoada, na região de Ocara, Açude Salão, em Canindé, Açude Amanari, no distrito de Amanari, em Maranguape, Açude Adauto Bezerra, em Pereiro. O quadro mostra que, mesmo com avanço no volume hídrico geral, a distribuição das chuvas não foi suficiente para recuperar todos os mananciais de forma equilibrada.

O acumulado de chuva entre fevereiro e maio também ajuda a explicar a melhora no cenário. Em 2026, o volume preliminar registrado foi de 648,6 milímetros, acima do observado em 2025, quando o Ceará teve 518,7 milímetros no mesmo período. Ainda assim, o número ficou abaixo de 2024, quando o acumulado chegou a 761,4 milímetros.

Nos últimos anos, o volume de chuvas entre fevereiro e maio foi o seguinte:

2022: 621,6 mm

2023: 644 mm

2024: 761,4 mm

2025: 518,7 mm

2026: 648,6 mm, em dado preliminar

O resultado reforça a importância da quadra chuvosa para o abastecimento, a agricultura e a segurança hídrica no Ceará. Com mais da metade da capacidade dos reservatórios atingida, o estado chega ao fim de maio em condição melhor que a do ano passado, mas ainda com desafios em regiões onde os açudes seguem em situação crítica.

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