Muito frequente, câncer de intestino pode não apresentar sintomas

O câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal, é um dos tipos de câncer mais frequentes no Brasil e pode atingir o cólon, o reto e partes do intestino grosso. A doença merece atenção porque, principalmente nas fases iniciais, pode não apresentar sintomas evidentes.

De acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio de 2023 a 2025, o Brasil registrou uma projeção de 45.630 novos casos da doença por ano, considerando homens e mulheres.

O médico oncologista Fernando Maluf dá mais informações sobre a doença:

"O câncer de intestino é um câncer muito, muito frequente. Sabemos hoje que é o terceiro tumor mais frequente em homens e mulheres. Mas, de todos os tumores do corpo humano — e isso é muito importante —, eu diria que é um dos tumores mais preveníveis que existem. É claro que temos os hábitos de vida como algo que evita que apareça esse tumor. O controle do peso, dietas ricas em fibras, dietas sem nada ou com muito pouco de alimentos ultraprocessados e embutidos, além do exercício físico, são fatores muito importantes. O cigarro também tem relação com o câncer de intestino. Mas por que ele é tão prevenível? Porque, diferentemente de outros tumores, esse câncer começa, quase sempre, com uma lesão benigna chamada adenoma, que é uma pequena verruga que fica no intestino grosso."

O número reforça a importância da informação, da prevenção e do acesso aos serviços de saúde. Entre os principais sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino (como diarreia ou prisão de ventre), dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso sem causa aparente e anemia.

O médico oncologista Fernando Maluf dá outras orientações:

"Essas lesões benignas, que eventualmente podem se transformar em uma lesão maligna, têm nesse processo uma duração de anos e anos. Portanto, a colonoscopia, sendo feita a partir dos 45 anos de idade, tem a capacidade de remover esses pólipos. Com isso, a chance de uma mulher ou de um homem apresentar um câncer de intestino cai em, pelo menos, 80% a 90% em comparação à não realização desse exame."

 Rafael Guimarães / Rádio Cultura de Belém

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