O
atacante Neymar ganhou mais um crítico às vésperas da estreia da seleção
brasileira na Copa do Mundo, que será realizada nos Estados Unidos, México e
Canadá. Ídolo do Bayern de Munique e com um histórico de 15 partidas pelo time
nacional, o ex-centroavante Élber detonou a sua convocação para a disputa do
Mundial e alertou que o camisa 10 não vem jogando bem há algum tempo.
No
seu discurso, ele disse que a ida do atleta para o Ah-Hilal “não passou de
férias remuneradas” e comentou sobre a passagem pelo Santos em seu retorno ao
Brasil. “Desde o início de 2025 ele voltou a jogar pelo Santos e vem sofrendo
com lesões frequentes, ficando sem ritmo de jogo por um longo período. Como
isso vai funcionar na Copa do Mundo?”, disse em entrevista ao jornal alemão
“Bild”.
Campeão
da Champions League com o Bayern, o veterano ex-jogador de 53 anos comentou
ainda sobre a pressão que Carlo Ancelotti sofreu para levar o atacante.
“Uma
grande maioria exigia a indicação de Neymar. Até o presidente se envolveu e
apoiou publicamente. A pressão sobre o Ancelotti só aumentava, então ele não
teve escolha”, afirmou Élber. Ele disse ainda que não levaria o jogador caso
fosse o treinador da seleção nacional.
“Desculpe,
eu não o teria indicado. Talvez o Neymar me surpreenda e jogue tão bem quanto
jogava há alguns anos. Mas não acredito nisso. Neymar já foi um jogador de
futebol de classe mundial. Mas hoje, ele é apenas uma máquina de marketing”.
Em
um torneio de tiro curto e com jogos eliminatórios à partir da fase de grupos,
Elber comentou ainda que outras opções melhores acabaram ficando no Brasil. “Os
melhores precisam estar lá (na Copa do Mundo). Ancelotti deixou o João Pedro,
do Chelsea, que estava fazendo uma boa temporada, em casa para dar lugar ao
Neymar. Isso não foi justo”, concluiu.
O
Brasil faz a sua estreia neste sábado, 13, e enfrenta a seleção do Marrocos em
Nova Jersey, pela primeira rodada do Grupo C do Mundial. A chave conta ainda
com Haiti e Escócia, que se enfrentam no mesmo dia, em Boston.
| Neymar em amistoso contra o Panamá no estádio do Maracanã. Foto: Pedro Kirilos/Estadão |