O cenário de desaceleração da expansão da matriz energética
cearense se concretiza na suspensão ou perda de investimentos. De janeiro a
março de 2026, o Ceará teve mais projetos de usinas renováveis revogados pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) do que em todos os meses de 2025.
Em três meses, foram revogadas 46 outorgas de geração de
energia elétrica (autorização necessária para a instalação e operação das
usinas). Todos os empreendimentos revogados são de geração solar fotovoltaica.
No mesmo período, foram concedidas 15 outorgas para
projetos solares, três vezes menos do que as revogações.
Já ao longo de 2025, o Ceará teve 45 empreendimentos com a
outorga revogada. O aumento brusco em 2026 ocorre após a Aneel permitir que os
investidores desistam dos projetos sem penalidades.
"Muitos agentes aguardaram essa definição jurídica
para tomar a decisão, o que acabou concentrando pedidos no início de
2026", informou a agência em nota.
(Com informações do Diário do Nordeste)
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| Foto: José Fernando Ogura | SMCS. |
