Na última terça-feira (03), o presidente da Xiaomi, Lu
Weibing, informou à CNBC que a empresa já iniciou testes para utilizar robôs
humanoides nas fábricas de carros elétricos. A entrevista ocorreu durante o
Mobile World Congress 2026, feira internacional de tecnologia e telecomunicação
que ocorre anualmente na Espanha.
O empresário ainda acrescentou que os robôs foram
produzidos internamente (ou seja, fora do radar da grande mídia) já para
auxiliar nas fábricas. Segundo Weibing, os humanoides ainda se encontram numa
fase inicial de testes, “estagiários”.
Para quem tem pressa:
- Xiaomi cedeu uma entrevista à CNBC
na qual relatou que robôs humanoides já atuavam como estagiários em sua fábrica
de carros elétricos;
- O presidente da companhia destacou
que, futuramente, os dispositivos devem substituir alguns humanos;
- A decisão da Xiaomi em investir
nesse tipo de tecnologia acompanha a nova tendência da nação chinesa.
Robôs humanoides como os novos
estagiários da Xioami
De acordo com o atual presidente da Xiaomi, o empresário Lu
Weibing, os testes preliminares apontaram que os robôs humanoides podem
concluir cerca de 90% de seu trabalho em três horas. As atribuições incluem
instalar porcas e mover diferentes tipos de materiais.
“Para integrar robôs em nossas linhas de produção, o maior
desafio é que eles acompanhem o ritmo. Na fábrica de automóveis da Xiaomi, a
cada 76 segundos, um carro novo sai da linha de montagem. Os dois robôs
humanoides conseguem manter nosso ritmo”. —
Lu Weibing, presidente da Xiaomi, em entrevista à CNBC
Segundo a entrevista concedida à CNBC, o presidente
informou que, no futuro, esses “estagiários” poderão substituir os humanos em
determinados trabalhos, mas também realizarão ações que os próprios humanos não
conseguiriam.
Em 2022, o público teve contato com o primeiro robô
humanoide da Xiaomi, o CyberOne, mas o dispositivo não está à venda no momento.
O presidente Weibing elucidou que os robôs estagiários
ainda não realizam um trabalho oficial, visto que suas aptidões ainda constam
sob teste.
Para a CNBC, a decisão da Xiaomi caminha para a mesma
direção que outras inúmeras companhias chinesas de tecnologia que não só
abriram capital para investir nessa tecnologia, como já disponibilizam
performances públicas desses produtos.
Como exemplo, podemos citar o evento promovido pelo China
Media Group, em meados de fevereiro deste ano, para o ano novo chinês. Na data,
o público foi agraciado com o show de uma série de robôs humanoides que
dançavam, usavam ferramentas ninja e lutavam em cima de um palco.
