O Flamengo consolidou em 2025 o mercado de transferências
como um dos principais motores de sua estrutura financeira. Com R$ 519 milhões
arrecadados em negociações de jogadores, o clube alcançou a maior receita
operacional bruta de sua história, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.
O desempenho representa um crescimento significativo em
relação ao ano anterior, quando o valor obtido com vendas de atletas foi de R$
113 milhões. O salto colocou novamente o clube entre os principais exportadores
do futebol brasileiro e teve papel determinante para o faturamento total de R$
2,089 bilhões no período.
A evolução do montante está associada a uma série de
negociações realizadas ao longo da temporada. Entre elas, estão as
transferências de Samuel Lino para o Atlético de Madrid e de Matheus Gonçalves
para o futebol europeu, além de outras operações que, somadas, elevaram a
arrecadação com direitos econômicos ao maior nível já registrado pelo clube.
O impacto das vendas foi direto na composição das receitas.
A comercialização de atletas respondeu por cerca de um quarto de toda a receita
operacional do Flamengo em 2025. Mesmo sem esse componente, o clube manteve um
volume expressivo de arrecadação, com R$ 1,571 bilhão provenientes de receitas
recorrentes, como direitos de transmissão, área comercial e matchday.
Com a contribuição das transferências, o Flamengo
ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 2 bilhões em faturamento anual. O
resultado financeiro também refletiu esse desempenho, com superávit de R$ 336
milhões e EBITDA de R$ 616 milhões, além de melhora nos indicadores de
endividamento e aumento de caixa.
O balanço indica ainda que a estratégia de valorização de
ativos esportivos e atuação no mercado internacional teve papel central na
construção dos resultados apresentados pelo clube ao longo do ano.
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| Foto: Adriano Fontes / Flamengo |
