Durante a missa de Domingo de Ramos na Praça de São Pedro,
o Papa Leão XIV fez declarações contundentes rejeitando o uso de Deus como
justificativa para a guerra. Ele afirmou que "Ele não escuta as orações
daqueles que fazem guerra, mas as rejeita", em uma crítica que pode ser
interpretada como direcionada ao governo Donald Trump.
O pontífice, nascido nos Estados Unidos, ressaltou que Deus
"rejeita a guerra" e que "ninguém pode usá-Lo para
justificá-la", fazendo referência ao falecido bispo italiano Antonio
(Tonino) Bello, conhecido ativista pela paz.
As declarações de Leão XIV surgem em um momento de escalada
do conflito no Oriente Médio, em contraste com afirmações do secretário de
Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que utilizou passagens bíblicas para
sugerir que Deus apoia a ação militar no Irã.
O Domingo de Ramos, que marca o início da Semana Santa, foi
marcado por uma tradicional procissão na Praça de São Pedro. No entanto, a
procissão em Jerusalém, que costuma reunir milhares de fiéis, foi cancelada
devido ao conflito na região.
"Devido à guerra, este ano não pudemos vivenciar a
tradicional jornada quaresmal em Jerusalém", destacou o cardeal
Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém.
