O
ex-deputado federal Capitão Wagner afirmou que o ministro Camilo Santana teria
utilizado a vice-governadora Jade Romero como parte de um "blefe"
político durante as articulações da federação União Progressista no Ceará.
A
declaração foi dada em entrevista coletiva na qual Wagner confirmou que ficará
à frente da organização da federação no estado. A polêmica ganhou força após
Jade anunciar a saída do MDB para ingressar no novo bloco partidário, movimento
que repercutiu nos bastidores da política local.
Segundo
o ex-deputado, a estratégia teria sido uma tentativa do grupo governista de
influenciar a composição da federação. Ele reforçou, no entanto, que a condução
da aliança partidária permanecerá sob liderança da oposição no Ceará.
Nos
bastidores, a avaliação é de que o cenário representa uma derrota para a base
governista, que perde espaço com o fortalecimento de partidos que seguem na
oposição. Sob o comando de uma das principais lideranças oposicionistas, a
federação tende a redesenhar o equilíbrio político no estado e elevar o tom das
disputas nos próximos meses.
