Quem
achou que tinha escapado do “tarifaço” de Donald Trump sobre produtos do café
da manhã acabou sendo surpreendido por um aumento, neste ano, nas padarias de
todo o Ceará. O reajuste deixou o cafezinho mais amargo e o pãozinho menos
“quentinho” para o bolso do consumidor.
O
aumento anual praticado pelas panificadoras, geralmente aplicado para repor
salários e cobrir a alta dos insumos — como farinha de trigo, fermento e
margarina, entre outros — ficou ainda maior em 2026. O motivo é a criação de um
novo imposto da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), com alíquota de
4,15% sobre produtos tradicionalmente vendidos nesses estabelecimentos.
“Sanduíches,
pizzas, sopas, almoços… tudo isso agora passa a ter uma alíquota de 4,15%, algo
que antes não existia”, explicou Alex Martins, presidente do Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias de Panificação e Confeitaria, Massas Alimentícias
e Biscoitos do Estado do Ceará (Sindpan/CE).
Segundo o sindicato, a nova tributação afeta diretamente o custo final dos produtos, pressionando os preços e impactando o consumo diário da população, especialmente no café da manhã e nas refeições rápidas feitas em padarias.
