A Rússia realizou neste domingo (7) o maior
ataque aéreo desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022,
atingindo pela primeira vez um prédio do governo em Kiev. Segundo a Força Aérea
Ucraniana, 810 drones, quatro mísseis balísticos e nove mísseis de cruzeiro
foram lançados, embora grande parte tenha sido interceptada pelas defesas
aéreas do país. Ainda assim, 54 drones e nove mísseis atingiram alvos em
diversas regiões da Ucrânia.
O ataque resultou na morte de pelo menos
quatro pessoas, incluindo uma criança com menos de um ano de idade, e deixou 44
feridos em todo o país, conforme relatou o presidente ucraniano, Volodymyr
Zelensky, em postagem na rede X. O presidente classificou a ofensiva como “vil”
e afirmou que os assassinatos representam uma extensão deliberada da guerra,
destacando a necessidade de vontade política internacional para deter os crimes
do Kremlin.
A primeira-ministra Yulia Svyrydenko
descreveu o bombardeio como um “ataque massivo”, com cidades como Kryvyi Rih,
Dnipro, Kremenchuk, Odesa e a capital Kiev sendo atingidas. Em Kiev, o prédio
que abriga o gabinete da primeira-ministra e alguns ministérios foi danificado,
com fogo atingindo o telhado e os andares superiores. “Vamos reconstruir os
edifícios. Mas as vidas perdidas não podem ser recuperadas”, afirmou
Svyrydenko.
Além de prédios governamentais, edifícios
residenciais foram severamente atingidos, incluindo um prédio de nove andares e
outro de 16 andares no distrito de Sviatoshynskyi. Houve incêndios e destroços
causaram danos significativos, deixando 18 pessoas feridas segundo os Serviços
Estatais de Emergência da Ucrânia. Uma ponte em Kremenchuk, sobre o rio Dnipro,
também foi atacada, um raro ataque distante das linhas de frente.
Em resposta, a Ucrânia anunciou ataques a
instalações de energia na Rússia, nas regiões de Bryansk e Krasnodar. O
Ministro da Defesa, Denys Shmygal, informou que na próxima semana será
realizada uma reunião para fortalecer a defesa aérea e aprimorar a capacidade de
realizar ataques no território russo.
O ataque marca um novo capítulo na escalada
do conflito e evidencia o uso crescente de drones e mísseis de longo alcance
pela Rússia, aumentando o temor entre civis e reforçando a tensão internacional
sobre a guerra.
(Portal GC MAIS)
