Em meio a casos de dengue e chikungunya no Ceará, Uece cria produto que elimina focos do mosquito na fase larval

Mais de 3 mil casos de dengue e chikungunya foram registrados entre janeiro e o início de agosto no Ceará. Essas arboviroses, assim como a zika, são transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, mas também pelo Aedes albopictus, conhecido popularmente como mosquito-tigre-asiático.

Para combater a proliferação desses mosquitos, pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (Uece) investigam formas de eliminá-los ainda na fase larval, de maneira sustentável. A invenção descreve produtos obtidos das sementes da fruta biribá como agentes larvicidas contra os dois vetores. A descoberta representa um avanço na chamada “química verde”, ao oferecer uma alternativa sustentável aos inseticidas sintéticos tradicionalmente usados.

Em comparação com outros métodos utilizados para o combate do mosquita Aedes aegypti, pesquisadores da Uece explicam que essas substâncias extraídas das sementes atuam diretamente na água, matando as larvas e interrompendo o ciclo de transmissão das doenças, diferentemente do produto utilizado no fumacê, por exemplo, mata-se o mosquito adulto.

(Informações – Uece)

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