Mais
um capítulo dos embates entre o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) e aliados do
Palácio da Abolição veio à tona nesta segunda-feira (8). O pedetista apresentou
uma manifestação à Justiça Eleitoral contestando o pedido de prisão preventiva
formulado pela ex-senadora e atual prefeita de Crateús, Janaína Farias (PT).
Na
peça, os advogados de Ciro classificaram a solicitação como “teratológica e
nítido abuso de poder”, defendendo que a acusação busca transformar
divergências políticas em instrumento para restringir a liberdade de expressão.
VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O
pedido de prisão está vinculado à ação penal movida pelo Ministério Público
Eleitoral, que acusa Ciro do crime de violência política de gênero.
De
acordo com a denúncia, o ex-governador teria feito declarações ofensivas contra
Janaína em entrevistas e eventos públicos entre 2024 e 2025, associando sua
ascensão ao Senado a acordos políticos e utilizando termos depreciativos.
Janaína
argumenta que os ataques não cessaram e se intensificaram nas redes sociais,
reforçando a necessidade da prisão preventiva para proteger a ordem pública e
evitar novas ofensas.
MAIS TENSÃO
A
tensão aumentou após Ciro reiterar críticas durante a festa de aniversário do
ex-prefeito Roberto Cláudio, em 15 de agosto. No discurso, voltou a atacar
diretamente a prefeita de Crateús, o que motivou a defesa de Janaína a
protocolar novo pedido de prisão.
O
caso intensifica o clima de animosidade política no Ceará e expõe, mais uma
vez, a disputa aberta entre o pedetista e figuras centrais do PT cearense, como
o ministro Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas.
(Ceara
Agora)
