Os
dois principais alvos da segunda fase da Operação Capital Oculto são Alandilson
Cardoso Passos e Leonardo Oliveira da Costa, conhecido como “Léo Gordim”.
Segundo o delegado Samuel Silveira, os suspeitos, de dentro do presidio,
coordenavam as ações da facção. Gordin é apontado como criador do grupo
criminoso no Piauí e Alandilson, segundo no comando, com a função de operador
financeiro.
"Essa
investigação atua desde a base, onde as drogas são vendidas nas comunidades,
até mesmo intermediários que agenciavam negócios para traficantes, empresários
que lavavam dinheiro da organização criminosa e os próprios chefes e cabeças da
facção criminosa do Bonde dos 40", explicou o delegado Samuel.
Ainda segundo o delegado, a participação dos envolvidos era
a seguinte:
- Leonardo "Leo Gordin": criador do Bonde dos 40 no Piauí. Chefe da facção
no Piauí, Maranhão e Ceará;
- Alandilson Passos:
segundo na hierarquia, operador financeiro e chefe da facção criminosa em
Teresina (PI);
- Valdeci "Brizola": terceiro na hierarquia, chefe da facção na Zona Norte de
Teresina;
- Deivison Santos:
proprietário de empresa de construção, farmácia e veículos supostamente usadas
para lavagem de dinheiro da facção;
- Marcus Vinícius Veloso: ex-sócio de Deivison na empresa de automóveis supostamente utilizada
para lavagem de dinheiro.
A
segunda fase da operação tinha como objetivo cumprir 42 mandados judiciais,
sendo 21 de prisão. Até o momento, 14 pessoas foram presas e outras continuam
foragidas, segundo o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico do
Piauí (Denarc).
De
acordo com o delegado Samuel, coordenador do Denarc, os investigados por
lavagem de dinheiro devem usar tornozeleira eletrônica. Já os que têm ligação
direta com o núcleo da facção receberam mandado de prisão, como o empresário
Marcus Vinícius Veloso Nogueira, que está foragido.
"Os
integrantes que tem envolvimento com tráfico e arma de fogo também receberam
mandados de prisão. Assim como os formadores da facção. A investigação aponta
que o Léo Gordim mesmo preso no Ceará coordenada as ações da facção. Há provas
que apontam que Alandilson operaria via telefone dando comandos também para a
organização criminosa", afirmou o delegado Samuel.
O
empresário Deivison Santos foi preso na manhã desta terça-feira (8) em um
condomínio de luxo na Zona Leste da capital. Ainda teve mandado de prisão
cumprido contra Valdeci da Silva Lima, conhecido como "Brizola".
Antecedentes criminais dos envolvidos
Alandilson
Passos, um dos alvos da operação, é namorado da vereadora Tatiana Medeiros, o
casal foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral em maior de 2025 por
corrupção eleitoral, organização criminosa e outros crimes. A polícia informou
que ela não é alvo desta operação Capital Oculto. Ele está preso desde novembro
de 2024 respondendo a processos por tráfico de drogas.
Leonardo
Oliveira da Costa, conhecido como “Léo Gordim” foi preso em Fortaleza em
outubro de 2024. Ele é suspeito de participar do sequestro do tesoureiro do
Banco do Brasil em 2017. Além disso, é suspeito de matar a técnica em
enfermagem Maria Clara após a saída de uma festa.
Deivison
José foi preso em outubro de 2024, em Teresina, suspeito de participar de um
"racha", corrida automobilística em via pública, que resultou na
morte de duas pessoas em março de 2018 na BR-343, entre as cidades de Altos e
Campo Maior. Ele foi solto 30 dias depois da prisão.
Valdeci
da Silva Lima, conhecido como "Brizola", foi preso com o seu irmão em
junho de 2024, os dois são suspeitos de crimes como tráfico, lavagem de
dinheiro e agiotagem. Em julho de 2022, Brizola foi baleado na inauguração de
seu supermercado. No mês seguinte criminosos tentaram matar ele no hospital.
(Lívia
Ferreira, g1 PI)
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| Alandilson Passos e Leonardo Oliveira da Costa, conhecido como “Léo Gordim” — Foto: Montagem g1 |
