O Ceará se destacou em 2024 como o sexto maior produtor de banana
do Brasil e o terceiro da região Norte/Nordeste. De acordo com dados do IBGE, a
produção no estado cresceu 14,3% em relação ao ano anterior, atingindo quase
500 mil toneladas colhidas em 37 mil hectares.
O município de Limoeiro do Norte lidera a produção estadual com 82
mil toneladas, ocupando a 11ª posição nacional e sendo referência no cultivo
irrigado. Segundo o engenheiro agrônomo Fábio Cavalcante, da Faec, o
crescimento está diretamente ligado ao manejo técnico e ao cuidado com a
cultura.
“Realmente é essa abertura do produtor a fazer as coisas,
realmente cuidar da banana como ela merece. Não achar que era só você plantar e
colher daqui, passar 10 meses e colher, se não se adubar, sem você fazer o desbaste
para o inseto, sem você cuidar da proteção do fruto. E hoje os produtores estão
abençoados para isso. E é isso que está fazendo a diferença de sair 25
toneladas por ano para 40 toneladas por ano.”
A banana, segunda fruta mais consumida do Brasil, está presente
diariamente na alimentação de milhares de cearenses, seja no consumo doméstico
ou na dieta de atletas.
“Todo mundo gosta. É muito
preferido pelos filhos, pela esposa. Todo mundo gosta da banana. Eu não posso
deixar faltar”, contou o servidor público Carlos Antônio. Já Ítalo Daniel,
gerente de patrimônio do Floresta Esporte Clube, reforça o valor nutricional do
fruto: “A gente trabalha num time de futebol chamado Floresta Esporte Clube e
faz parte da alimentação dos atletas.” No campo, o agricultor Gleiciano
Diamante cultiva seis toneladas por dia no Maciço de Baturité e Limoeiro do
Norte.
“A gente planta a bananeira com um ano para colher e daí depois
disso vem o ciclo. Mês e mês é a colheita”, explicou. Na Ceasa de Maracanaú,
onde chegam cerca de 4.500 toneladas por mês, o permissionário Camarão da
Banana há 45 anos comercializa o fruto com entusiasmo: “A prata é a preferida,
a prata é a mãe da chuva, né? De longos anos, eu tenho 45 anos que trabalho
aqui na Ceasa e sempre vendi banana prata.” Mesmo com forte consumo interno, 1%
da produção cearense já é exportada para mercados como Estados Unidos, União
Europeia e China, consolidando o estado também como um player internacional no
setor.
![]() |
| Foto: Thiago Gadelha |
