O
projeto que anistia os envolvidos no 8 de Janeiro voltou a ganhar força na
Câmara depois que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), passou a articular para que o texto seja votado na Casa. Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh
Farias (RJ), o clima para que a proposta avance cresceu entre os líderes
partidários. Disse que o ambiente “mudou” e que agora há uma “boa vontade” por
parte do Centrão. Tarcísio teria sido um dos pivôs da mudança. A proposta tem
apoio do PL, PP, União Brasil e Republicanos –partido do presidente da Câmara,
Hugo Motta (PB). Juntas, as siglas têm 292 deputados. Ou seja, maioria
necessária para aprovar o projeto.
“A
gente acha um grave erro qualquer discussão para pautar a anistia. Existe essa
discussão, cresceu esse movimento com a presença do governador de São Paulo,
Tarcísio de Freitas [em Brasília], de colocar em discussão a anistia para
depois do julgamento”, disse Lindbergh a jornalistas depois da reunião de
líderes.
Segundo
o petista, a ideia da oposição é pautar o projeto depois do julgamento do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal). A sentença
deve ser anunciada em 12 de setembro. Ainda não há um texto fechado sobre o
tema, mas o ex-mandatário seria incluído no perdão.
O
governador de São Paulo é hoje o principal nome para substituir Bolsonaro –que
está inelegível. O ex-presidente decidirá quem irá apoiar para o Planalto
depois do resultado do julgamento.
(Ceará
Antenado)
