Presidente
do União Brasil no Ceará, o ex-deputado federal Capitão Wagner negou, nesta
quinta-feira (28), qualquer “ressentimento” ou “constrangimento” em pedir voto
para seu antigo adversário, o ex-governador Ciro Gomes (PDT), nas eleições de
2026. O político tenta atrair o ex-desafeto para reforçar o União Brasil,
contudo, Ciro também é disputado pelo PSDB.
Independentemente
da sigla em que o ex-governador estará em 2026, Wagner ressaltou que a oposição
vive um novo momento no Ceará, com o reforço de figuras como o próprio Ciro,
além do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (sem partido). Inclusive, os três
aparecem na lista de antipetistas que podem disputar o Governo do Ceará no
próximo ano.
As
declarações de Capitão Wagner foram dadas durante a live do PontoPoder. Ele foi
entrevistado pelos editores do PontoPoder, Jéssica Welma e Wagner Mendes.
“Se o
candidato for Roberto Cláudio, vou vestir a camisa como se fosse eu, se for
Eduardo Girão, a mesma coisa, sendo o Ciro, não pode ser diferente” – Capitão
Wagner (Presidente do União Brasil no Ceará)
De
ex-adversário a novos aliados
Unidos
atualmente pela oposição ao PT, Capitão Wagner e Ciro Gomes já lideraram polos
opostos da política cearense. No início da década de 2010, o pedetista definia
Wagner como “bandido, demagogo e mentiroso”, “canalha”, “chefe de milícia” e
“picareta”.
Contudo,
desde o ano passado, os dois começaram a fazer movimentos de aproximação.
Segundo Wagner, os atritos e ressentimentos ficaram no passado.
“Se
ele for o candidato do grupo, sem qualquer ressentimento, sem qualquer
constrangimento, a gente vai vestir a camisa, porque não é o Ciro, é o projeto
que vai ter o Ciro como figura principal — como candidato a governador —, vai
ter dois senadores, uma chapa de deputados federais e estaduais. Então,
qualquer sentimento anterior precisa ser ultrapassado, e já foi, eu não tenho
mágoa de ninguém”, disse.
Na
entrevista ao PontoPoder, ele ainda destacou as qualidades de Ciro dentro do
campo oposicionista.
“O
que o Ciro tem de diferente em relação às demais opções (Capitão Wagner,
Roberto Cláudio e Eduardo Girão)? Ele tem um nome muito mais conhecido, tem
serviço prestado, porque foi governador e ministro. O Interior do Estado
conhece muito melhor do que conhece o Capitão Wagner, o Roberto Cláudio ou
qualquer outro nome, como o próprio Eduardo Girão”, concluiu.
(Diário
do Nordeste)
