Setor de combustíveis alerta para risco de desabastecimento no Brasil

O setor de combustíveis acendeu um alerta para o risco de desabastecimento no Brasil e cobrou medidas mais eficazes do governo federal diante da alta do diesel. Apesar de reconhecer avanços iniciais, entidades avaliam que as ações adotadas até agora ainda têm pouco efeito no preço final para o consumidor.

Uma das principais propostas do governo foi a redução do ICMS, imposto estadual que representa parte significativa do valor do diesel. No entanto, a medida foi rejeitada pelos governadores, que alegam risco de prejuízo às finanças públicas e afirmam que a redução nem sempre chega ao consumidor.

Como alternativa, o governo sugeriu zerar o ICMS sobre a importação do diesel até o fim de maio, com compensação parcial da União. Mesmo assim, há resistência dos estados, e a proposta também pode não avançar.

A preocupação se intensifica porque o diesel é fundamental para o transporte de cargas no país. O aumento do combustível impacta diretamente os preços de alimentos, produtos industriais e serviços, podendo gerar efeitos em cadeia na economia.

Para conter uma possível crise, o governo reforçou a fiscalização da tabela de frete e tenta evitar prejuízos aos caminhoneiros, reduzindo o risco de paralisações.

Especialistas apontam que a alta do diesel também deve pressionar a inflação. A estimativa é de um impacto de até 0,11 ponto percentual em 2026, com efeitos que podem se estender pelos próximos meses.

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