Sancionada lei que proíbe descontos em benefícios do INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que impede a realização de descontos de mensalidades associativas nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova norma também determina a identificação ativa de beneficiários prejudicados por cobranças irregulares e garante o ressarcimento dos valores descontados de forma indevida.

A alteração foi incorporada à Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.213/1991) e estabelece que os descontos ficam proibidos mesmo quando houver autorização do beneficiário. Em casos de cobrança irregular, a responsabilidade pelo reembolso passa a ser da associação ou da instituição financeira, que deverá devolver os valores em até 30 dias. A única exceção prevista é para autorizações prévias, pessoais e específicas, realizadas com autenticação biométrica, reconhecimento facial ou impressão digital, além de assinatura eletrônica.

Publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7), a legislação também autoriza o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas por crimes relacionados a descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A mudança na lei ocorreu após investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, iniciadas com a Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025. As apurações revelaram um esquema que atingiu milhões de aposentados e pensionistas em todo o país, levando à suspensão dos acordos que permitiam descontos automáticos de mensalidades nos benefícios do INSS.

Segundo dados do instituto, até o dia 5 de janeiro já haviam sido devolvidos R$ 2,83 bilhões a beneficiários lesados, referentes a mais de 4,1 milhões de contestações. O aplicativo Meu INSS registrou mais de 72,5 milhões de consultas sobre possíveis descontos irregulares, com milhões de pedidos ainda em análise.

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