No Paraguai, a carga tributária sobre carros zero
quilômetro é baixa quando comparada à brasileira. O preço do veículo inclui
basicamente o Imposto sobre Valor Agregado, de cerca de dez por cento, além de
taxas administrativas reduzidas. Não existem tributos equivalentes ao Imposto
sobre Produtos Industrializados, ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços nem às contribuições federais aplicadas no Brasil. Já no Brasil, os
impostos embutidos no valor de um carro novo são elevados e podem representar
entre trinta e quarenta e cinco por cento do preço final, somando Imposto sobre
Produtos Industrializados, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços,
PIS e Cofins, o que encarece significativamente o produto ao consumidor.
Quando se trata de importação de veículos, tanto o Brasil
quanto o Paraguai cobram impostos ao trazer um carro de outro país, porém com
impactos muito diferentes. No Brasil, a importação envolve Imposto de
Importação de 35%, IPI que pode chegar a cerca de 25%, PIS e Cofins de importação
em torno de 11,6% e ICMS entre 17% e 18%, o que faz a carga total alcançar
aproximadamente 70% a 80% sobre o valor do veículo.
No Paraguai, também há tributação na importação, mas com
estrutura mais simples e carga menor, o que contribui para preços mais baixos
no mercado local. Em relação ao imposto anual, o Brasil cobra o IPVA, que varia
conforme o estado e normalmente fica entre 2% e 4% do valor do carro por ano.
Já no Paraguai não existe IPVA: o proprietário paga a
Habilitación Vehicular, uma taxa anual municipal, com valores aproximados de
462,00 reais para veículos zero quilômetro, 350,00 reais para veículos de um a
quatro anos, 231,00 reais para veículos de quatro a oito anos e 154,00 reais
para veículos com mais de oito anos, sem relação direta com o valor de mercado
do automóvel. Um Corolla Cross XRX ano 2024 modelo 2025 pagaria 7400 reais
aproximadamente em São Paulo, já no Paraguai esse valor estaria próximo ao de
350 reais.
(Agora Alagoas)
