Tasso intensifica diálogo para reunificar irmãos Ferreira Gomes e tenta recompor bloco político em torno de Ciro

As manifestações quase simultâneas dos irmãos Cid, Ivo e Lia Ferreira Gomes, com críticas ao ministro da Educação, Camilo Santana, e ao governador Elmano de Freitas (PT), passaram a ser interpretadas nos bastidores como parte de um movimento maior de reaproximação política da família, rompida desde as eleições de 2022, quando se dividiu entre os palanques de Elmano de Freitas e de Roberto Cláudio — então no PDT e hoje filiado ao União Brasil.

O ex-senador Tasso Jereissati atua como principal interlocutor para reconstruir a unidade do grupo em torno de Ciro Gomes. A articulação também envolve o quarto irmão, Lúcio Ferreira Gomes, atual presidente da Companhia Docas do Ceará, que trabalha de forma alinhada a Tasso para recolocar Ciro no núcleo das decisões estratégicas.

De acordo com o repórter Isac Rancine, da Rádio FM 91.3 – Expresso, de Sobral à Serra da Meruoca, o ambiente político é de que “os irmãos voltaram a conversar”.

Interlocutores atuam para superar os desgastes internos e reorganizar o campo oposicionista no Ceará. Embora Ciro ainda não tenha assumido oficialmente a condição de pré-candidato ao Governo do Estado, os diálogos com PSDB e União Brasil avançam e reforçam a perspectiva de um bloco alternativo ao Palácio da Abolição.

CONFLITOS LOCAIS

O principal foco de insatisfação de Cid, Ivo e Lia é a aproximação administrativa entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Sobral, comandada por Oscar Rodrigues, adversário histórico dos Ferreira Gomes.

A irritação se intensificou com a possibilidade de o deputado federal Moses Rodrigues, filho do prefeito, vir a ser lançado candidato ao Senado com apoio do PT.

SEM ALIANÇA COM INIMIGOS

Ivo Gomes foi direto ao comentar o cenário: afirmou que não apoiará aliados de seus inimigos políticos, declaração interpretada como um recado explícito ao governador Elmano de Freitas. Já Cid Gomes reafirmou publicamente que mantém compromisso com a reeleição do governador, mas deixou claro que não acompanhará Camilo Santana caso o ministro decida disputar o Governo do Estado. Cid também criticou a decisão de Camilo de deixar o Ministério da Educação para se dedicar à articulação eleitoral no Ceará.

A secretária das Mulheres do Governo do Estado, Lia Ferreira Gomes, endureceu o discurso ao antecipar que, se os Rodrigues estiverem no palanque de Elmano e Camilo, os Ferreira Gomes não integrarão a aliança.

Com Tasso Jereissati atuando como mediador político e Lúcio Ferreira Gomes como articulador direto, o movimento em curso busca recompor a unidade familiar e reorganizar a oposição no Estado, tendo Ciro Gomes como principal referência estratégica para 2026.

(Ceará Agora)

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