O Tren de Aragua, maior facção criminosa da Venezuela, já
tem membros em ao menos seis estados brasileiros. A maior concentração fica em
Roraima, que faz fronteira com o território venezuelano e por onde entraram
milhares de refugiados nos últimos anos.
O suposto envolvimento do líder venezuelano, Nicolás
Maduro, com a facção é apontado como uma das motivações para o sequestro dele e
de sua esposa, Cilia Flores, por forças norte-americanas no último sábado
(3/1). Os dois estão presos no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn,
em Nova York.
Um grande júri federal dos Estados Unidos indiciou Maduro
por narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena
mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme
denúncia apresentada em Nova York.
De acordo com a acusação, Maduro teria liderado, por mais
de duas décadas, uma estrutura criminosa instalada no alto escalão do Estado
venezuelano, que utilizava instituições públicas, forças de segurança,
aeroportos, portos e canais diplomáticos para facilitar o envio de toneladas de
cocaína aos Estados Unidos.
“Maduro enviou gangues, assassinas e selvagens, incluindo a
Sangrenta Gangue de Trem de Aragua, para aterrissar comunidades americanas em
todo o país. Eles fizeram isso, ele fez isso. Tomavam complexos de apartamento,
cortavam dedos de pessoas que ligavam para a polícia, foram brutais. Eles não
serão mais brutais agora”, declarou o presidente dos EUA, Donald Trump.
Segundo a Polícia Civil de Roraima, já há membros
“diplomáticos” do Tren de Aragua em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais,
Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo e no Rio, os traficantes
venezuelanos se aliaram às duas maiores facções brasileiras: o Primeiro Comando
da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
(Metropoles)
