O
Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação na terça-feira (7)
contra Celso Portiolli e o SBT. O órgão quer saber se o apresentador e a
emissora praticaram maus-tratos contra uma rã durante a exibição do Domingo
Legal no dia 22 de março.
Uma
queixa-crime foi apresentada pelas ONGs Canto da Terra e pelo Instituto Thaís
Vidotto, as mesmas que processaram a Globo por causa do documentário “Vida de
Rodeio”, de 2025. Procurado pela coluna, o SBT diz que não se manifestará sobre
o assunto. Até a última atualização deste texto, Portiolli não respondeu aos
contatos feitos pela coluna por email desde a manhã de quarta-feira (8).
A
suposta violência contra o animal teria ocorrido durante o quadro Cardápio
Surpresa. Nele, uma chef de cozinha oferece iguarias exóticas para convidados
famosos. A maioria dos pratos envolve bichos crus ou animais que causam asco no
telespectador, como insetos e anfíbios.
Naquele
dia, Portiolli recebia o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu
Bahtidão. A confusão começou quando a rã foi colocada em cena e, assustados, os
participantes deixaram o animal escapar. O apresentador precisou correr pelo
cenário para tentar recuperar o bicho. “Estou com a mão na perereca!”, brincou.
Em
seguida, a chef que preparou o prato disse que outras rãs foram trituradas no
liquidificador para realizar a receita, uma espécie de sopa que os convidados
tiveram que provar. A cena viralizou nas redes sociais.
Nos
dias seguintes, entidades que lutam contra a violência animal divulgaram notas
de repúdio contra o apresentador e a emissora, alegando que seria uma situação
ultrapassada para ser exibida nos dias de hoje na televisão.
Após
a queixa-crime, o Ministério Público começou diligências para tentar comprovar
os fatos denunciados pelas ONGs. Portiolli e o SBT devem ser notificados nos
próximos dias para apresentarem suas defesas.
(Folha
de São Paulo)
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| Foto: Reprodução/YouTube/ Domingo Legal |
