O Ceará registra aumento na procura por atendimento médico
por causa do crescimento de casos de síndrome gripal. De acordo com a
Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), a maior parte das infecções está
concentrada em municípios da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), sendo
provocada principalmente pelo vírus influenza A, do subtipo H3N2.
Em entrevista ao Diário do Nordeste, o secretário-executivo
de Vigilância em Saúde, o médico epidemiologista Antonio Silva Lima Neto,
conhecido como Tanta, explicou que, embora a maior incidência esteja na região
metropolitana, existe a possibilidade de o vírus se espalhar para outras áreas
do Ceará.
Segundo o representante da Sesa, o cenário não é
considerado alarmante, pois o H3N2 já é um vírus conhecido pelas autoridades de
saúde e costuma provocar surtos sazonais de gripe. Ainda assim, em 2026, o
aumento dos casos foi registrado mais cedo do que o esperado.
Dados da plataforma IntegraSUS mostram que Fortaleza já
contabiliza 7.616 atendimentos por síndrome gripal em Unidades de Pronto
Atendimento (UPAs) desde o início do ano. O número representa um crescimento de
28,7% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 5.914
atendimentos.
(Informações Diário do Nordeste)
