O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou
nesta terça-feira (3) o pedido de governistas para anular a quebra de sigilos
do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula
(PT), aprovada pela CPI do INSS na semana passada.
Segundo Alcolumbre, não houve “flagrante desrespeito ao
regimento e à Constituição” que justificasse a intervenção da presidência para
anular a decisão da comissão. A medida foi aprovada sob protestos da base do
governo Lula.
Parlamentares governistas questionaram a validade da
votação, alegando que deputados e senadores que não eram titulares da comissão
teriam participado da deliberação.
Também argumentaram que já havia sido feito pedido de
votação nominal anteriormente, o que impediria nova solicitação no mesmo
momento.
O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG),
rebateu as críticas e afirmou que o regimento foi seguido corretamente, sem
irregularidades no processo.
Antes de anunciar a decisão, Alcolumbre se reuniu com
técnicos do Senado para analisar documentos e imagens da sessão marcada por
tumulto. Após a avaliação, decidiu manter a deliberação da comissão.
(Diário do Poder)
