O Vaticano não participará do “Conselho da Paz”,
iniciativa de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América (EUA). A
afirmação foi feita na terça-feira (17), dada pelo cardeal Pietro Parolin,
principal diplomata do Vaticano.
Segundo Parolin, a Santa Sé “não participará do Conselho da
Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros
Estados”. O papa Leão XIV, primeiro papa estadunidense e crítico de algumas das
políticas de Trump, foi convidado a integrar o conselho em janeiro.
O cardeal acrescenta que os esforços para lidar com
situações de crise devem ser gerenciados pelas Nações Unidas. “Em nível
internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de
crise. Esse é um dos pontos em que insistimos”, disse.
De acordo com o plano de Trump para Gaza, que levou a um
frágil cessar-fogo em outubro, o conselho deveria supervisionar a governança
temporária de Gaza e ser ampliado para lidar com conflitos globais. O conselho
fará sua primeira reunião em Washington para discutir a reconstrução de Gaza. A
Itália e a União Europeia afirmaram que seus representantes planejam
participar como observadores.
Especialistas em direitos humanos afirmam que Trump
comandar um conselho para supervisionar os assuntos de um território
estrangeiro pode caracterizar uma estrutura colonial. O conselho também
enfrentou críticas por não incluir um palestino.
