O
Porto do Pecém estima que, durante a safra de 2025/2026 o Ceará exportará em
média 200 contêineres de frutas por semana para mercados europeus. Cada
contêiner refrigerado de 40 pés pode transportar até 27 toneladas de frutas,
incluindo melões, melancias, mangas e uvas produzidas no Ceará, Rio Grande do
Norte, Pernambuco e Bahia.
A
temporada de exportações segue até meados de fevereiro de 2026, com embarques
para a Europa sempre às sextas-feiras. Cerca de 80% da carga será destinada aos
portos de Roterdã (Holanda) e Londres (Inglaterra), enquanto o restante seguirá
para Antuérpia (Bélgica), Le Havre (França), Sines (Portugal), Hamburgo e
Bremerhaven (Alemanha).
No
último fim de semana, o navio MSC Leila, de 335 metros de comprimento e movido
a Gás Natural Liquefeito (GNL), atracou no Porto do Pecém. Com capacidade de
11.500 TEUs e 10,40 metros de calado, a embarcação transportou a produção
nordestina de frutas que abastecerá supermercados do norte da Europa por meio
da Linha NWC.
Exportações brasileiras
O
cenário positivo também se reflete nas exportações brasileiras. Em agosto de
2025, a balança comercial registrou superávit de US$ 6,133 bilhões, segundo o
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mesmo
após a entrada em vigor do tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos
brasileiros.
O
resultado representa alta de 35,8% em relação a agosto de 2024, impulsionada
pelo crescimento das exportações, que somaram US$ 29,861 bilhões, enquanto as
importações recuaram 2%, totalizando US$ 23,728 bilhões. A expansão das vendas
para parceiros comerciais como China (29,9%), México (43,8%) e Argentina
(40,4%) contribuiu para o saldo robusto da balança.
(Rede
ANC)
