A Câmara dos
Deputados deu mais um passo em direção à votação do projeto de lei que trata da
anistia para os condenados nos atos de 8 de janeiro. Nesta quarta-feira, 17, os
parlamentares aprovaram, por 311 votos a favor e 163 contrários, a urgência
para levar a proposta ao plenário.
O movimento
foi interpretado como um gesto político do presidente da Casa, Hugo Motta
(Republicanos-PB), aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A
versão em debate abre margem para beneficiar Bolsonaro, os condenados pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) e todos os envolvidos nos ataques que marcaram
aquela data.
TEXTO FINAL
Apesar da
vitória na urgência, ainda não há consenso sobre qual texto será analisado.
Tampouco existe definição sobre a data para votação do mérito. Hugo Motta, em
discurso, reforçou que não pretende impor posições pessoais. Segundo ele, “um
presidente da Câmara não pode ser dono de teses nem de verdades absolutas”.
Para o parlamentar, cabe ao plenário decidir, em nome da pacificação nacional.
Ao encerrar a sessão, destacou que “o Plenário Ulysses Guimarães é o coração da
República” e convocou uma sessão extraordinária para esta quinta-feira (18).
Antes da
votação, o presidente explicou que pretende designar um relator para consolidar
a proposta “o mais rápido possível”. Disse também que sua missão é conduzir o
processo com equilíbrio, respeitando o Regimento Interno e ouvindo o Colégio de
Líderes.
O discurso
busca sustentar a ideia de neutralidade, embora o avanço da pauta seja visto
como sinal de aproximação com as bancadas aliadas ao ex-presidente Bolsorano e
ao governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, Tarciso
Freitas (Republicanos).
(Ceará Agora)
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| Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados |
